1. Ao vivo!

    terça-feira, 5 de junho de 2012

    Primeiro post de verdade no novo blog e me sinto na obrigação de falar sobre uma coisa que tenho notado há algum tempo sobre mim: minha maneira de procurar (e, as vezes, achar) aquela sensação de renovação que um banho demorado de banheira ou um mergulho no mar (adoro!) podem provocar: sentimento de descartar todas as energias ruins e se encher das boas! Enquanto alguns acham esse sentimento em igrejas - lugar que não frequento, mas não condeno -, clubes, praias... eu sou daqueles que o encontram em... shows!
    Não há dúvida: há pouquíssimas situações que conseguem me proporcionar sentimento parecido com o que sinto em um show de uma banda que gosto (nem preciso ser fã!). O motivo eu definitivamente não sei, mas nem preciso. A sensação é tão boa que não merece ser explicada. O importante é que decidi (eu comigo mesma) que esse ano meu lema seria exatamente esse: show. E pretendo levar a sério.


    Dia 11 de Maio fui no show (talvez) mais esperado por mim há muito tempo. A banda? The Kooks. Grupo britânico que faz o típico rock-inglês-meio-pop (denominação criada por mim e sem nenhum embasamento teórico) e que embala minha vida há mais de 3 anos. Muito tempo de ouvinte assídua da banda e até aquele dia, nenhum show. Foi bonito. O show, em si, não é um espetáculo. Na teoria, seria só uma banda, reproduzindo suas músicas para a multidão que paga R$200 para ouví-las. Na prática, é incrivelmente melhor que isso. Ainda bem!


    Já no dia 30 de Maio, foi a vez de presenciar uma situação inédita e talvez única na história da música. A convite da MTV, Wagner Moura junta-se com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá a fim de homenagear a tão aclamada banda Legião Urbana em um Tributo.  As criticas ao ator foram inúmeras, assim como à produção do show em geral (problemas com microfone, instrumentos e etc). De verdade? Não tenho palavras. Só quem estava lá sabe como foi. Foram 25 músicas de pura emoção, suor e felicidade. Legião Urbana formou mesmo, com o perdão do trocadilho, uma legião de fãs que mesmo não podendo ver o principal ídolo, Renato Russo, cantou cada música como se essas fossem feitas especialmente para cada um de nós. O maior fã e aquele que mais se emocionou, estava no palco dançando e "endoidando" como a ocasião pedia. Valeu a pena.


    Na mesma semana, na sexta-feira dia 01 de Junho, era a vez de encontrar talvez pela última vez, a banda que de uns tempos pra cá se tornou a minha preferida: Los Hermanos (sim, sou dessas que gosta de bandas depois que eles resolvem parar!). Nessas ocasiões, percebemos como os integrantes da banda gostam de tocar juntos  mesmo separados desde 2007. Amarante, com seu jeito todo rock star meio-bebado, derrubou long neck de cerveja no meio do show, desceu do palco e abraçou fãs. Camelo, meu preferido, apesar de ser um dos mais tímidos, estava visivelmente feliz e na minha opinião foi o que mais curtiu o show. Até sexta-feira, não tinha perebido como o Barba é sorridente, e como ele se diverte com as bobeiras do Amarante durante o show. Bruno Medina, todo sério, representa bem o tipo integrante-empresário da banda e é por meio das palavras dele que ficamos sabendo as novidades.
    Todas as músicas foram tocadas de uma forma muito espontanea e deixando claro como aquele não era só um show, era uma festa! A melhor música, pra mim foi "Tenha dó!", que mesmo sendo do primeiro cd (não considerado um dos melhores) e não sendo uma das minhas preferidas, levantou até o mais monótono dos fãs. E festa que foi, teve seus imprevistos. A acústica do Espaço das Américas não é das melhores, e o Amarante começando antecipadamente uma música e ainda praguejando: Vamos, vamos, po!

    É difícil dizer o que se sente quando finalmente conseguimos ouvir todas as músicas que ouvimos em casa, ao vivo, ao lado de milhares de pessoas que também gostam dessas músicas. Aliás, músicas essas que depois do tão esperado show, não saem da cabeça nem por um milagre. É difícil não chorar nas músicas preferidas, não se emocionar ao ouvir milhares de vozes acompanhando a mesma melodia. Cantá-las, naquele momento, significa muito mais do que no chuveiro ou no quarto. Cada palavra sai como um desabafo e um novo sentido cria-se dentro de nós para cada uma delas.
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